Flibanserina funciona? O que é, como age e para quem é indicada
A queda no desejo sexual é um dos temas que muitas mulheres demoram mais para falar em voz alta. Vai passando — de mês em mês, às vezes de ano em ano — como se fosse coisa que se resolve com boa vontade ou com uma semana de férias.
Quando finalmente chegamos ao consultório e colocamos em palavras o que está acontecendo, é comum ouvir falar da flibanserina. E aí vêm as dúvidas: o que é exatamente? Funciona mesmo? É seguro usar?
Este artigo existe para responder essas perguntas com clareza sem alarmar, sem romantizar e sem deixar de fora o que é importante saber antes de qualquer decisão.
O que é a flibanserina
A flibanserina é um medicamento desenvolvido especificamente para o transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH) em mulheres na pré-menopausa. É vendida nos Estados Unidos sob o nome comercial Addyi — e no Brasil, embora não tenha registro na Anvisa para essa indicação, tem sido prescrita off-label por médicos especialistas.
Diferente do que muita gente imagina, ela não é “o viagra feminino”. Essa comparação mais confunde do que ajuda. O sildenafil (viagra) age nos vasos sanguíneos da região genital, melhorando o fluxo sanguíneo durante a excitação. A flibanserina age no cérebro — especificamente nos neurotransmissores ligados ao desejo.
💡 Importante saber:
TDSH não é falta de vontade, preguiça ou problema de relacionamento. É uma condição médica reconhecida, caracterizada por desejo sexual reduzido ou ausente que causa sofrimento real e persistente. Tem diagnóstico, tem tratamento — e não tem nada de vergonha.
Como a flibanserina age no corpo
O desejo sexual feminino envolve um equilíbrio delicado entre neurotransmissores que “aceleram” e outros que “freiam” a resposta sexual no cérebro. Simplificando: dopamina e noradrenalina estimulam o desejo; a serotonina, em excesso, tende a inibi-lo.
A flibanserina age como agonista parcial dos receptores de serotonina 1A e antagonista dos receptores 2A — na prática, ela reduz a influência inibitória da serotonina e aumenta os níveis de dopamina e noradrenalina nas áreas cerebrais ligadas ao desejo.
É um mecanismo que leva tempo para fazer efeito. A flibanserina não age por demanda — ela é tomada diariamente, ao dormir, e os resultados aparecem gradualmente ao longo de semanas.
“Eu esperava sentir alguma coisa nos primeiros dias e não aconteceu nada. Aí meu médico me explicou que era diferente de um remédio para dor — eu precisava continuar. No segundo mês foi quando percebi que alguma coisa tinha mudado.”
Vale lembrar que o desejo feminino raramente tem uma causa única. Se você quer entender melhor o que pode estar por trás da queda na libido antes mesmo de pensar em medicamentos, o artigo sobre falta de desejo sexual feminino: Causas silenciosas que muita gente ignora traz um panorama completo que pode ajudar a identificar o que está acontecendo com você.
Para quem é indicada — e para quem não é
A flibanserina é indicada para mulheres na pré-menopausa com diagnóstico de TDSH — ou seja, com desejo sexual reduzido que causa sofrimento pessoal e não tem como causa principal outro fator tratável, como hipotireoidismo, depressão não tratada, uso de antidepressivos ou conflitos de relacionamento.
O diagnóstico é fundamental. Tomar flibanserina sem avaliação médica adequada significa tratar o sintoma sem entender o que está por trás dele.
Algumas situações em que a flibanserina não é recomendada:
- Uso de outros depressores do sistema nervoso central
- Uso de álcool (a combinação pode causar hipotensão severa — uma das principais contraindicações)
- Uso de antifúngicos como fluconazol (interação medicamentosa significativa)
- Doenças hepáticas
E para mulheres na pós-menopausa?
A indicação não é a mesma. A queda de estrogênio traz um cenário hormonal diferente, que pede abordagens distintas. Aqui, o ressecamento vaginal e o desconforto nas relações também entram na conta — e tratamentos locais fazem parte do cuidado. Se esse é o seu momento, o artigo sobre menopausa e libido feminina pode trazer mais contexto sobre o que muda no desejo nessa fase e quais caminhos existem.
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Não é fácil falar sobre aquele momento em que você percebe que algo mudou no seu corpo, no seu desejo, na sua energia… Que as relações íntimas que antes eram prazerosas passaram a trazer desconforto. Que a libido foi sumindo tão devagar que você quase não notou.
Se isso te soa familiar, quero que você saiba: você não está sozinha, muitas de nós sofremos com isso. Mas não precisamos aceitar que não tem volta, existe um cuidado especial pra isso.
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Flibanserina funciona na prática?
A resposta honesta é: funciona para algumas mulheres, com efeito modesto em média, e não funciona para todas.
Os estudos clínicos que levaram à aprovação do medicamento nos EUA mostraram que mulheres em uso de flibanserina tiveram, em média, 0,5 a 1 episódio a mais de desejo ou satisfação sexual por mês em comparação com placebo. Isso parece pouco — e é um número que gerou bastante debate na comunidade médica.
Mas o que os números não capturam é o impacto individual. Para algumas mulheres, essa diferença foi clinicamente significativa. Para outras, o resultado foi mínimo.
Os efeitos colaterais mais comuns são tontura, sonolência, náusea e boca seca — e são mais frequentes quando o remédio é tomado de manhã, por isso a orientação é sempre tomar ao dormir.
💡 Expectativa realista:
A flibanserina não vai restaurar o desejo a como era aos 25 anos. Ela pode ajudar a desbloquear algo que estava represado — especialmente quando outras causas já foram tratadas. A maioria das mulheres que responde bem descreve mais pensamentos eróticos espontâneos, não necessariamente um “desejo intenso” do nada.
O que complementa o tratamento
A flibanserina não funciona no vácuo. Fatores que influenciam diretamente o desejo feminino e que precisam ser olhados em paralelo: qualidade do sono, nível de estresse, saúde do relacionamento, uso de antidepressivos — especialmente ISRS —, condições hormonais como hipotireoidismo e perimenopausa, histórico de trauma e, o que muitas vezes é subestimado, o conforto físico durante a intimidade.
O estresse, por exemplo, é um dos inibidores mais silenciosos do desejo. Se você sente que a cabeça não consegue “desligar” para o prazer, o artigo sobre estresse e libido feminina explora como a saúde mental afeta diretamente o desejo — e o que pode ajudar.
Da mesma forma, se a queda no desejo veio acompanhada de outros sintomas como cansaço fora do comum, queda de cabelo ou ciclos irregulares, pode valer a pena investigar a testosterona. O artigo sobre testosterona baixa na mulher explica essa relação de forma clara e acessível.
Para quem quer agir em mais de uma frente ao mesmo tempo, cuidar do corpo de dentro para fora também faz sentido como complemento ao tratamento.
A terapia sexual e a psicoterapia focada em sexualidade também têm evidências sólidas — e, em muitos casos, os melhores resultados aparecem quando o medicamento e o suporte psicológico caminham juntos.
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Sérum Íntimo 12 em 1 — esse eu uso após a depilação e antes de dormir. Rosa mosqueta, copaíba, óleos de coco, uva e abacate, camomila, melaleuca… É um cuidado restaurador para a pele externa da região íntima. Rende até dois meses.
Revita Dia + Noite — as cápsulas que cuidam por dentro. Feno-grego para libido e disposição, coenzima Q10 para energia celular, entre outros ativos. Você toma de manhã e à noite, e sente a diferença no seu ritmo ao longo dos dias.

A lógica do kit é simples: o desejo às vezes some por cansaço e desequilíbrio. E mesmo quando ele volta, o desconforto físico ainda atrapalha. O kit age nas duas frentes ao mesmo tempo — por dentro e por fora.
Para quem esse kit faz mais sentido?
Se você se identifica com alguma dessas situações, vale muito considerar:
✅ Ressecamento íntimo que incomoda no dia a dia ou nas relações
✅ Desconforto, atrito, ardência ou sensibilidade na região
✅ Libido baixa que você atribui ao cansaço, ao estresse ou à fase de vida
✅ Pele sensibilizada por depilação frequente, ciclo menstrual ou uso de produtos agressivos
✅ Sensação de que o seu corpo “desligou” do prazer
✅ Desejo de ter uma rotina íntima mais cuidadosa e intencional
✅ Sintomas relacionados à menopausa ou perimenopausa, como ressecamento e queda de libido
Você não precisa estar com tudo isso ao mesmo tempo. Um ou dois pontos já são razão suficiente para cuidar melhor dessa parte tão importante de você.
O que eu acho mais bonito nessa proposta
É que o kit não promete milagre. Ele propõe uma rotina — uma forma de incluir cuidado íntimo na sua vida como você inclui hidratante no rosto ou vitamina no café da manhã. Com consistência, com carinho, sem pressa.
Muitas mulheres deixam essa parte de lado porque parece complexa demais, cara demais ou até desnecessária. Mas cuidar da sua intimidade é cuidar de você. Da sua autoestima, do seu prazer, da sua saúde, da sua relação com o próprio corpo.
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O link já leva direto para a página do kit. Dá uma olhada com calma, lê as informações, e decide no seu tempo. Mas se algo aqui fez sentido pra você, talvez seja o momento de se dar esse presente.
Cuide do desejo com informação e com ajuda de quem entende
A flibanserina é uma ferramenta. Não é milagre, não é para todo mundo e não resolve sozinha o que é multifatorial. Mas para algumas mulheres, ela pode ser exatamente o que faltava para começar a se reconectar com o próprio desejo.
O mais importante é chegar a essa decisão com informação, acompanhada de um profissional que escuta e sem a pressão de “ter que sentir” de uma determinada forma.
Desejo não é obrigação. E cuidar dele é um ato de respeito por você mesma.
Lembrete: Este artigo tem caráter educativo e informativo. Não substitui consulta médica. O uso da flibanserina exige avaliação e prescrição médica.

